sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Mídia, a Indústria da Estética
Podemos dizer que a mídia é a indústria da estética. Ela que gera os padrões, ou seja, diz o que é bonito.
Devemos lembrar o que Platão disse: “nada pode ser considerado belo se não for verdadeiro e bom”. Muitas vezes, a moda é baseada em um acontecimento (algo como um programa, um ator ou um evento), e acabamos imitando, às vezes somente para ser aceito pela sociedade.
Um exemplo que podemos dar é em relação às novelas da Globo. Por ser um canal aberto, grande parte da população brasileira tem acesso ao canal, como também assistem aos programas. Há pouco tempo estava passando uma novela em que as atrizes utilizavam maiôs como “camisas”, a idéia se espalhou e virou moda.
Assim estamos alterando o real conceito da beleza. Baseando no pensamento de Platão, devemos criar algo novo, algo que mexa com a imaginação, com a criatividade. E lembramos que o nosso pensamento sobre a beleza, não é real e nos afasta das idéias.
Platão e sua filosofia sobre arte e beleza
Texto-base : Somente a idéia de belo é real.LANDEIRA, José Luiz; VIEIRA, Alice. Cadernos de Filosofia 2 Beleza põem mesa? Como a filosofia vê a arte. 2008, 1ª Edição, RSE ; (P. 16-19)
Platão dizia que nem tudo que é belo é arte. Na sua época, arte envolvia todas as atividades que exigissem uma determinada técnica para ser produzida. Era considerado arte a pintura, escultura, trabalho de um marceneiro, entre outros.
Ele dizia que nossa visão é imitativa. Para ele, o nosso mundo é uma copia de outro mundo superior.
Em sua visão, a arte era uma imitação. Por exemplo, um quadro com uma cadeira, não seria uma cadeira. Apenas uma representação da mesma.
Platão também via a imitação como algo perigoso, como algo que afasta-nos das idéias e leva a emoções momentâneas. Em seu pensamento, arte imitativa é julgada pelo prazer que ela causa. E esse gosto e prazer provocado por elas não é confiável, já que existem opiniões diferentes.
Em sua filosofia, baseando em Sócrates, nada pode ser considerado belo se não for verdadeiro e bom. O belo, o bem e a verdade residem no mundo perfeito das idéias. E para chegar nele, a filosofia é melhor caminho.
Logo, em sua visão, o que importa é somente o belo (já que é real), e não a arte.
sábado, 25 de julho de 2009
Os Padrões
Como o ex-cantor Michael Jackson, cuja pessoa gastou boa parte de seu dinheiro com cirurgias e tratamentos. Uma de suas maiores transformações foi a alteração da cor da pele (tom mais escuro para um mais claro).
No livro Os Delírios de Consumo de Becky Bloom (Confessions Of a Shopaholic, EUA, 2009), no qual ganhou um filme dirigido por P.J. Hogan (mesmo diretor de “O Casamento de meu Melhor Amigo” e uma das adaptações de “Peter Pan), a personagem Rebecca Bloomwood (Isla Fisher), ou Becky Bloom, é uma viciada em compras. Para ela comprar é uma forma de sentir que o mundo está melhor, mas após o tempo tudo começa a piorar e precisa comprar mais.
Os dois são exemplos dessa “espécie” consumista e hipnotizada. Muitos se baseiam nos atores de Hollywood ou em outros famosos. Mas o que as vezes esquecem é que essas pessoas mais populares também utilizam a tecnologia e conhecimento atual ao favor de suas belezas.
Muitas pessoas também se submetem a diversos atos arriscados a saúde, um bom exemplo são as maquinas de bronzeamento que causam câncer. A culpa de comer demais, também gera transtornos alimentares como bulimia e anorexia.
Uma beleza saudável é aquela cuja pessoa faz uma boa alimentação (bem balanceada) sem ser uma dieta, faz ginástica regularmente para ter uma saúde boa e ainda tem o bônus de um corpo mais “atrativo”.
Texto Base 2.2 - Michael Jackson
Trecho da reportagem escrita por Marcelo Marthe
"Na hora de falar sobre suas cirurgias plásticas, Jackson desconversa. No documentário, ele jura que as mudanças em seu rosto foram naturais, em decorrência do crescimento e da idade. E fica indignado com as perguntas sobre mudanças em seu tom de pele. "Quantos brancos ficam o dia todo sob o sol para parecer negros? O comércio de bronzeadores é um negócio multimilionário e ninguém denuncia isso", argumenta. Jackson afirma que fez uma plástica no nariz para "respirar melhor e alcançar notas mais altas". Quando Bashir questiona se ele está sendo honesto ao falar que fez apenas essa plástica na vida, ele se corrige: "Foram duas. Pelo que me lembro". Se for verdadeira, a revelação da Vanity Fair de que ele já não ostenta seu nariz, e sim uma prótese, pode significar a expiação de mais um trauma que remonta à sua adolescência. O jovem Jackson teve sua auto-estima ferida porque seu pai zombava de seu nariz. "Esse narigão não veio da minha família", dizia Joe Jackson. Segundo a revista, pessoas que viram o cantor sem a prótese atestam que ele fica com o aspecto de uma múmia egípcia."
Referência: http://veja.abril.com.br/120303/p_106.html
Texto Base 2.1 - Becky Bloom
"Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" é o tipo de filme que reúne os elementos perfeitos para agradar a quase todas as mulheres: moda, romance, conquistas profissionais e um final feliz. A heroína da história, Rebecca Bloomwood (Isla Fisher), ou apenas Becky, é uma jornalista sem grana que gasta o que tem e, principalmente, o que não tem em roupas, bolsas e sapatos de grifes como Christian Louboutin, Balenciaga e Marc Jacobs. Para isso, faz malabarismos com seus 12 cartões de crédito. O que não significa que ela seja elegante. Suas combinações coloridas e exageradas lhe conferem um visual um tanto duvidoso, apesar das etiquetas estreladas.
O sonho de Becky é trabalhar em uma revista de moda, mas para chegar lá, vai topar um emprego em uma publicação de economia - assunto que claramente não é seu forte. Lá, irá conhecer o editor Luke Brandon (Hugh Dancy). Bonito, rico e do tipo "não ligo para roupa", apesar de estar sempre impecável, ele será o maior apoiador de Becky. E, claro, se encantará por ela.
Com elementos que lembram "Sex and the City" e "O Diabo Veste Prada" - o fato de todos terem o figurino assinado por Patricia Field deve contribuir para isso -, "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" é um pouco mais ingênuo e traz uma série de clichês sobre a combinação "mulheres, compras e autoafirmação". Becky tem visões com manequins seduzindo-a para levar algum produto e não entende quando os credores resolvem persegui-la para acertar seus débitos: "Disseram que eu era cliente vip, agora me tratam com ódio", diz a jornalista, inconformada, em uma cena.
Apesar da ser previsível, o filme tem ótimos momentos para quem procura diversão leve e descompromissada. Como na cena em que o pai de Becky, vivido por John Goodman, tenta consolar a filha: "Se a economia americana pode ter bilhões em dívidas, você também pode, e vai sobreviver". Ou como quando a jornalista procura um grupo de autoajuda para consumidores compulsivos e deixa os membros ainda mais sedentos para usarem seus cartões de plástico.
O desfecho cai bem para esta época de crise, principalmente para os americanos. Pena que a permanência da história na cabeça ao deixar o filme seja tão efêmera quanto uma compra feita por impulso.
Referência: http://cinema.uol.com.br/ultnot/2009/04/08/ult4332u1061.jhtm
Para assistir o trailer do filme, veja abaixo:
domingo, 12 de julho de 2009
O Conceito de Beleza
Antigamente, quanto mais barriga tivesse uma mulher, mais bonita era ela. Houve outros tempos, mais especificamente nos anos 60, em que com o movimento hippie, o corpo da moda era o magro e sem seios grandes.
Os conceitos do que é belo sempre estão sendo alterados. Há uma influencia, de um grupo de pessoas ou somente de uma, que gera uma moda, um conceito do que é belo. Ou seja, existe em determinada época um conceito padrão do que é bonito.
Atualmente, os modelos padrões são as mulheres de Hollywood e modelos. No momento em que alguém diz “tal pessoa é muito bonita”, relacionamos com o conceito padrão atual.
As mulheres com esse desejo, ou prazer estético, de ser perfeita, se baseiam em um ícone (ou seja, uma pessoa) e seguem em busca da perfeição, através da ginástica, maquiagem, moda, cirurgias...
O ser humano acaba relacionando a beleza com as formas do corpo e a saúde da pessoa, como disse Andreana Buest, especialista em cinema e professora de moda.
Textos base:
Vieira, Alice; Landeira, José Luís. Caderno de Filosofia 2: Beleza pões mesa? Como a Filosofia vê a arte. 1ª edição. Rede Salesiana de Ensino.
Buest, Andreana Alba Nery de Mello. Figurino: uma linguagem que constrói belezas. Disponível em: http://www.utp.br/eletras/ea/eletras4/Figurino%20uma%20linguagem%20que%20constri%20belezas.htm
Acesso em: 11 jul. de 2009.